sexta-feira, 6 de novembro de 2009

FIDR: EDIÇÃO 2009 ENCERRA COM SALDO POSITIVO

Depois de 14 dias de muita dança, o dia 1º de novembro foi o momento de avaliar o XIV Festival Internacional de Dança do Recife. A avaliação trata-se de um instrumento democrático onde a Prefeitura do Recife – realizadora do evento – ouve o que a população, a classe artística, técnicos, público e demais interessados no assunto tem a dizer sobre o Festival que se encerrou no último sábado (31).

Na mesa estavam presentes o Secretário de Cultura do Recife, Renato L; o coordenador do XIV FIRD, Arnaldo Siqueira; o avaliador convidado, mestre e doutor em artes pela The Katherine Dunham School of Arts and Research e pela Unicamp, Eusébio Lobo; a curadora do XIV FIDR, Sandra Meyer e ainda Alexandre Macedo, gerente de Dança da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) e José Brito, coordenador de atividades especiais.



Foto: Val Lima

O processo começou com a leitura de uma detalhada análise feita por Euzébio Lobo, que destacou a diversidade e a qualidade das apresentações como pontos altos dos FIDR este ano. Também se declarou tocado com a comprovação de que a democratização e a descentralização do acesso a cultura ultrapassa o discurso político e materializa-se em ações para a população. “Ficou claro para mim que o Festival cumpriu seu papel essencial no que toca à estética, ao educativo, ao social e na promoção da cidadania. Isso eu pude ver na prática” – testemunhou o avaliador.

Outro ponto positivo destacado pelo avaliador foi a interação e a garantia de acesso à informação promovidas pelo blog www.dancarecife.blogspot.com . “Lá foi publicado tudo o que aconteceu no Festival. Qualquer informação necessária estava neste endereço. Sugiro que ele continue sendo alimentado durante o ano todo, como um instrumento de informação e até mesmo educativo”- disse Lobo

Sandra Meyer, curadora do evento, fez questão de frisar a emoção e a responsabilidade de selecionar o que o público vai assistir durante os  dias de realização do FIDR: “Já participei do Festival como palestrante e até mesmo como avaliadora, mas fazer a curadoria acarreta uma ansiedade diferente. Antes de cada espetáculo senti o mesmo frio da barriga de quem vai entrar em cena.” – contou. Meyer explicou ainda que na seleção que fez, pensou em uma estratégia de percepção e de fruição que abarcasse a diversidade da dança contemporânea no Brasil, em Pernambuco e no mundo: “Mesmo dentro das suas diferenças, existem pontos de contato entre as obras. Acredito que isso pode ser percebido pelo público”.

Da platéia, onde estavam bailarinos, jornalistas, técnicos, estudantes e amantes da dança, vieram inúmeros testemunhos e agradecimentos de gente que participou do FIDR de várias maneiras. O rapper Tyger, foi um dos que fizeram questão de destacar a diversidade e a oportunidade de inclusão geradas pelos eventos do FIDR, que culminaram com encontros de B.Boys e B.Girls em eventos no Parque 13 de Maio, no Ibura e na abertura do FIDR, em frente ao Teatro de Santa Isabel.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Curadora fala sobre a diversidade do FIDR

Popular e contemporâneo no mesmo palco

Uma maneira poética e abstrata de adentrar no subterrâneo da Cultura Brasileira. Assim é o espetáculo Castanha Sua Cor, do Grupo Grial (PE), que se apresentou ontem (29), no Teatro do Parque. Nesta peça coreográfica o Grial apresenta uma bailarina de formação erudita e um dos mais antigos brincantes de Pernambuco, permeando elementos da tradição popular e da contemporaneidade, com vigor e sutileza necessária para tratar do olhar que temos de nós brasileiros e os vários países contidos num mesmo Brasil.

Confira trechos da apresentação:

Frevo é destaque no Festival

O FIDR tomou conta da Praça da Independência ontem (29). A Cia de Dança Guerreiros do Passo mostrou a alegria do frevo com um trabalho que exibiu a evolução do ritmo pernambucano. A apresentação foi uma homenagem ao passista Nascimento do Passo.


Foto: Val Lima

A apresentação começou com os capoeiras e os foliões do inicio do século XX, os apertões que caracterizavam o frevedouro da época, os primeiros passos, até chegar a forma da dança como conhecemos hoje.


Polifonia dos sons invade "Reverso"




O Teatro Barreto Júnior recebeu nesta quinta-feira (29), o espetáculo Reverso, da Cia. Cubos de Dança (SE). Em cena, bailarinos torcem e retorcem transformando a dança em versos. Sombras e sons são misturados e invadem paisagens.



Foto: Lídia Marques


 Confira  trechos da apresentação:
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Delicadeza e Tai Chi em Estudo para uma Dança

Sintonia e delicadeza. Essas duas palavras podem definir a apresentação de ontem (29), no Teatro Hermilo Borba Filho, com o espetáculo Estudo para uma Dança - uma progressão de um trabalho anterior apresentado no Recife, ainda em 2005, pela companhia Nósláemcasa (SP). O público pernambucano teve a chance de conferir a segunda fase desse espetáculo, que faz uso da música ao vivo numa interação entre músico e bailarina.
 

Foto: Val Lima

Em cena, instrumentos de percussão e de corda executados pelo músico Celso Nascimento (que também assina a trilha do espetáculo), num alinhamento perfeito com os movimentos de Patrícia Werneck, baseados no Tai Chi. 

"Muito embora tenhamos um roteiro, nunca sei exatamente o que ele vai tocar", explica Patrícia. "Mas eu também nunca sei o que ela vai dançar. Por isso, estamos sempre atentos ao que vamos fazer no palco e a cada apresentação uma surpresa, para nós e para o público", completa Celso. 

Essa é a última parada de 2009 da dupla da Nósláemcasa (escrito assim, tudo junto). "Foi muito bom participar do Festival do Recife. Embora esse ano o tempo esteja corrido para nós, é uma oportunidade importante de apresentar nosso trabalho e prestigiar as outras companhias, além de rever amigos", completou a dançarina. 

Ainda dá tempo de prestigiar o FIDR!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FIDR é destaque nos cadernos de cultura dos jornais do Estado


 Jornal do Commercio desta quinta-feira (29). Confira aqui!



Diario de Pernambuco. Leia aqui!

"Sente-se" mistura teatro e dança contemporânea

Reflexões construídas por um casal ao longo de 70 anos de casamento é o que rege o espetáculo “Sente-se”, da Cia. si-la-baS de Dança (RN), que se apresentou ontem (28), no Teatro Barreto Júnior. 


No espetáculo, a vida do casal se altera quando decide realizar uma grande conferência. O evento quebra a monotonia de suas existências, destacando reflexões construídas ao longo de toda uma vida e que, segundo eles, mudará o mundo. A chegada dos convidados dá início a um jogo entre sonho e realidade.



Foto: Lídia Marques

"Sente-se" é baseado na obra do principal autor do teatro do absurdo do mundo, Eugène Ionesco.
O espetáculo é leve e procura separar o real do imaginário, numa tragicomédia sobre as dificuldades e consequências da idade, o que arrancou risos da platéia durante a apresentação.



Dança árabe e Frevo animam Brasília Teimosa

Dentro da programação descentralizada do XIV Festival Internacional de Dança do Recife, os moradores de Brasília Teimosa assistiram, ontem (28), a duas apresentações na Escola Assis Chateaubriand. Bailarinos de dança árabe fizeram performances durante a Mostra de Dança e Cultura Árabe. Já os dançarinos do grupo Guerreiros do Passo apresentaram o espetáculo Frevo, que contagiou o público. Confira as fotos:



Fotos: Lídia Marques




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Trecho (Not) a Love Song, apresentado ontem

Chito e a solidão do ser


Fotos: Val Lima



A performance Chito (ARG) é regida pela ambigüidade de uma imagem, um corpo que é sonho e fracasso. Na imagem muda de um corpo vestido se descobre esperança. Este trabalho se revela em um branco violento, numa desolação fria envolta em raios de luz calma. Chito mostra a superfície de perdição na solidão do ser. 

Sombra e precisão em Estação

A bailarina pernambucana Adriana Carneiro encenou, na noite de ontem (27), Estação, parte do projeto O Solo do Outro. Uma montagem delicada no Teatro Hermilo Borba Filho, iniciada no mais profundo silêncio - elemento bastante utilizado pelas companhias esse ano. Em seguida, uma música suave, com melodia em piano e flauta, dava o tom aos movimentos executados com precisão.



Foto: Lidia Marques


Desafiando o equilíbrio, Adriana mostrou a capacidade motora do corpo e sua dinâmica. Impulsos exploraram toda a extensão do palco. Arrematando a composição, a performance contou com um efeito de sombra fabuloso. A luz direta na bailarina fez um bela projeção de sua sombra, como se o solo formasse um dueto com ela. 



Mudança de data e local: Em Redor do Buraco Tudo é Beira

O espetáculo Em Redor do Buraco Tudo é Beira, de Marcela Levi (RJ), tem nova data e local de apresentação: quarta-feira (28), às 19h, no Teatro Apolo. A entrada é gratuita (sujeita à lotação do teatro).

Uma fábula sem história. Um jogo de associações. Um lugar onde o pensamento salta de uma situação para outra sem justificativa. Essa é a atmosfera do trabalho de Marcela Levi (RJ).

Saltar, interromper, cortar, borrar, são algumas das estratégias que a companhia usa para criar espaços e estados provisórios.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Solo do Outro movimenta Mercado de São José

O que para muitos é um lugar comum, corriqueiro, para outros pode transformar-se num cenário exuberante, rico e pleno de vida. Assim foi a apresentação da manhã de hoje (27), em um dos cartões postais mais visitados da cidade, o Mercado de São José. Eu Tava Passando e Resolvi Sair ganhou vida com a performace da bailarina pernambucana Flávia Pinheiro. "A ideia é mostrar que o Mercado de São José é feito de gente que faz performance real todos os dias passando aqui. A apresentação foi montada pensando nesse público e assim eles se tornam um cenário vivo", explica Flávia.




Foto: Val Lima


Cada ambiente do mercado, de construção francesa, foi explorado. Nem mesmo área externa foi esquecida. "Acho a iniciativa de trazer os espetáculos para fora dos teatros fabulosa. Fico de olho na programação dos polos descentralizados porque é interessante ver a reação das pessoas que não estão habituadas com esse tipo de manifestação artística. Levar cultura ao povo, isso é fantástico", diz a aposentada Marta Pessoa, que não tem perdido um só dia do festival.

Estudos e dança - Estudante do curso de Educação Física da UPE, Ana Carolina Constantino aproveitou o festival para fazer pesquisa de campo da monografia de conclusão. Também bailarina de dança do ventre, Carolina busca compreender a relação entre a ansiedade e as apresentações. "Há estudos nessa mesma direção para a prática esportiva profissional, mas não para a dança. Estar em contato com bailarinos de ponta durante o festival e ter o apoio da organização vai enriquecer e muito a pesquisa", explica.

E a dança tomou conta da segunda-feira

Quem disse que segunda é o dia da preguiça universal? Gente afinada com o XIV Festival Internacional de Dança do Recife contrariou a regra e compareceu nos Teatros Apolo e Hermilo Borba Filho, na segunda (26). Em cena, três montagens: VA, VIS (da comapnhia francesa Norma Claire), A Dança do Existir, de Portugal, e, na sequência, Como Risco em Papel, de Santa Catarina.
 



Fotos: Val Lima
 
Em VAS, VIS, mãe e filho dividiram o mesmo palco numa analogia entre o antigo e o contemporâneo. Sons afros nortearam toda a apresentação, que ora fazia valer a sensibilidade dos músicos em cena, ora se rendia à música eletrônica, preparada especialmente para a montagem. A vibração da percussão impulsionava enrgia aos bailarinos em cena. "Um espetáculo de encher os olhos e a alma. Interessante ver a África presente no palco de uma maneira tão atual, contemporânea", disse a designer Marina Vilela.





Logo em seguida foi a vez do Teatro Hermilo Borba Filho receber dois espetáculos: A Dança do Existir e Como Risco em Papel. Muito embora as duas apresentações sejam de lugares diferentes, a primeira portuguesa e a segunda do sul do Brasil, era possível identificar semelhanças nas performances, uma constante dentro da liguagem da dança contemporânea, com a utilização de ruídos, falas, projeções em áudio visual, o silêncio, entre outros elementos. 

Hoje tem (not) A Love Song, de Alain Buffard




TER 27 21h | Teatro de Santa Isabel
(not) A LOVE SONG (FRA) - Alain Buffard
R$ 5
 

Quem nunca gostou de uma música ao ponto de associá-la ao mais íntimo de sua existência? Tal é o imenso poder de certas músicas: o de expressar a densidade compacta da vida, com toda a raiva e a ternura que temos em viver. Algumas são tão rigorosas quanto uma tragédia clássica, outras, mais volúveis, prestam-se a exploração nômade de seus universos. Mas todas tecem estreitamente a trama de uma dramaturgia que passa primeiro pelos afetos.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Trecho de Embodied Voodoo Game (Cena 11-SC)

Quando a dança é um grande jogo

Elementos cênicos como o Acelerômetro (sensor de aceleração e movimento) e um controle de Nintendo Wii foram usados pelos bailarinos da companhia catarinense Cena 11 para controlar som e vídeo, no domingo (25). A platéia do Teatro do Parque foi convidada a participar do jogo, compartilhando das ações de controle propostas pela Cia. na construção de um comportamento cênico.



Fotos: Val Lima


Corpo vídeo-game: as funções de corpo do Grupo Cena 11 correlacionadas com o conceito de “game play”. Resumindo “game play” como a qualidade de engajamento do jogador, incluindo toda sua experiência interativa com um sistema de jogo, o Grupo Cena 11 propõe uma formulação coreográfica que possa expor dentro de suas definições de corpo correlações conceituais entre dança e vídeo-game, focalizando a função de corpo “corpo vodu” como elemento correlato à investigação corpo-joystick-jogador no desenvolvimento de sistemas de jogos interativos.





O corpo como matéria de linguagem

O corpo como matéria de linguagem. Assim é Maneries, espetáculo do argentino Luis Garay, apresentado no domingo (25), no Teatro Hermilo Borba Filho. Durante mais de uma hora, a bailarina Florencia Vecino mostrou vigor e técnica para apresentar que a língua falada está destacada da própria linguagem e que os signos linguísticos podem ser o próprio corpo, em respiração, passos rápidos, contração de músculos. Em cena, Florencia constrói e explora uma série de ensaios sobre os limites do seu próprio físico.




Foto: Val Lima

Bailarino brasileiro é destaque em Berlim



O bailarino potiguar Clébio Oliveira se apresentou no XIV Festival Internacional de Dança do Recife com a companhia alemã Toula Limnaois. Em vídeo, Clébio fala de sua carreira e da participação no FIDR.

Maria Eduarda Buarque é a homenageada do FIDR

Na edição deste ano, a homenageada do Festival Internacional de Dança do Recife é a bailarina e coreógrafa pernambucana Maria Eduarda Buarque. A homenagem aconteceu no último sábado (24), no Teatro Apolo, oportunidade em que Maria Eduarda lançou seu primeiro livro A gravidade e o self, onde reúne experiências observadas ao longo de sua carreira e detalha as maneiras que o corpo e as emoções se transformavam ao entrar em contato com a técnica da dança.

Fotos: Val Lima


Maria Eduarda Buarque - está produzindo uma coreografia para o Acupe Grupo de Dança, depois de um intervalo de dez anos dedicada às terapias corporais - acrescenta à teoria novas técnicas de dança, analisando as reações do corpo e suas emoções durante a performance. De 1984 a 1986, estudou dança moderna, coreografia e música na Julliard School, em Nova York. Já em Londres, a bailarina recebeu formação no Laban Center for Movement and Dance, entre os anos de 1992 e 1993.




Ao voltar para o seu “palco” natal, Maria Eduarda foi uma das fundadoras da Cia. de Dança Cais do Corpo, onde atuou de 1988 até 1997. Além de fundadora do grupo, ela foi responsável por coreografar vários espetáculos que renderam inúmeros prêmios para a companhia.  Além da veia artística, a bailarina também é graduada em psicologia e terapia corporal.






A Interferência de Vanilton Lakka

O Parque 13 de Maio serviu de palco para a apresentação do mineiro Vanilton Lakka neste último domingo (25). O bailarino e coreógrafo trouxe para o festival o espetáculo Interferência Inacabada - Preste Atenção no Ruído ao Fundo. Na apresentação, um pouco de  dança de rua e técnicas presentes em uma cultura urbana muito específica, a do Hip Hop. As criações de Vanilton Lakka se inserem em uma nova tradição brasileira, que passeia entre o universo Hip Hop e a Dança Contemporânea.



Foto: Val Lima

Para o bailarino, que tem experiência tanto no palco como na rua, a oportunidade de se apresentar no Recife tem um diferencial. “O público recifense possui uma musicalidade aguçada e o fato de terem facilidade de interagir com os sons facilita essa interação com o artista”, explica.

Interferência Inacabada significa intromissão. O espetáculo mostrou um processo de comunicação por intermédio de interferências que produzem distorções na recepção de seus sinais. Durante os 30 minutos de apresentação, o público interagiu compondo o espetáculo em parceria com o artista. 

domingo, 25 de outubro de 2009

Destaques do dia

15h - Interterência Inacabada
Grupo Lakka (MG)
Parque 13 de Maio


16h - Dança afro com bailarinos angolanos
Grupo Pé no Chão (PE)
Nascedouro de Peixinhos

19h - Embodied Voodoo Game
Cena 11 (SC)

Teatro do Parque

22h - Maneries
Garay (Argentina)

Teatro Hermilo Borba Filho







Possuídos pelos próprios medos

O Teatro de Santa Isabel recebeu, ontem (24), os integrantes do grupo alemão Toula Limnaois, uma das mais importantes companhias de dança contemporânea da atualidade. Em cena, o novo espetáculo "Les Possédés", inspirado nas representações psicológicas de Dostoiévski do ser humano. 




Fotos: Val Lima

A plateia aplaudiu de pé os seis bailarinos, que em cena são surpreendidos por situações surreais, confusas e sinistras. Eles são presos, enlaçados na trama de seus próprios medos, travados entre autoconfiança e incerteza, desejo e fracasso, poder e abuso, idealismo e fanatismo. Possuídos pelos próprios demônios internos, abrem uma fenda e descobrem o abismo por trás da fachada, das aparências que desmoronam mais cedo ou mais tarde. 





Les Possédés é uma bela representação dos medos e fraquezas dos corações ansiosos. Uma sombra misteriosa paira sobre os acontecimentos e alguma coisa poderia acontecer a qualquer momento – algo não óbvio, mas mesmo assim onipresente. Les Possédés tem a participação de um bailarino brasileiro, Clebio Oliveira.

Desafio de B.Boys no 13 de maio



O Parque 13 de Maio foi palco, ontem (24), do Desafio de B.Boys do XIV Festival Internacional de Dança do Recife. Ao som do DJ Big, grupos de toda a cidade disputaram através de passos da dança contemporânea. Os vencedores foram os B.Boys do PE Original Style. O segundo lugar ficou com o Cânforas Crew.

sábado, 24 de outubro de 2009

Meia Lua encanta o público no Santa Isabel


Uma parceria que este ano comemora 10 anos: a companhia maranhense Arte e Rua e a francesa Malka. Em cena, na noite de ontem (23), cinco bailarinos brasileiros e três franceses na montagem Meia Lua. Uma explosão de movimentos baseados no hip hop e break levaram contemporaneidade ao grandioso Teatro de Santa Isabel. No Ano da França no Brasil, as duas nações se encontraram no teatro de arquitetura francesa de maior tradição na cidade, para receber aplausos de pé, de uma platéia extasiada

A fusão entre a técnica de movimentação de palco da dança contemporânea e aquela que ainda é considerada por muitos apenas uma dança de rua, não poderia ter dado outro resultado. A palavra que circulou todo o teatro logo depois da apresentação foi: perfeição. Não precisava ser um expert em dança para chegar a essa conclusão. O teatro estava lotado de gente sensível e aberta a experimentar essas novas sensações. 


Falando de coisas simples e típicas da condição humana, como limitações, pressa, introspecção e deslumbramento, Meia Lua conquistou o público. Como bonecos que ganham vida e vidas que se (re)encontram, o espetáculo cria possibilidades de ver as experiências com outros olhos. Na plateia, várias gerações renderam-se à leveza precisa dos bailarinos

SÓ COMEÇOU! - Fique atento à programação. Até 31 de outubro, grandes companhias locais, nacionais e internacionais de dança estarão na cidade em cinco teatros, além de mercados, ruas, praças e centros culturais, como a Casa da Cultura e o Nascedouro de Peixinhos. Amanhã (25) o Parque 13 de Maio será palco para a montagem mineira Interferência Inacabada, da companhia Lakka, às 16h. E à noite é a vez do teatro do Parque fazer sua estreia no FIDR. Sobe ao palco a companhia catarinense Cena 11, com Embodied Voodoo Game. O espetáculo no teatro do Parque começa às 19h.

Fotos: Val Lima. Veja mais aqui

Teatro de Santa Isabel recebe abertura oficial do XIV FIDR

Noite de estreia no Teatro de Santa Isabel. O secretário de Cultura do Recife, Renato L, fez as honras da casa na abertura oficial do XIV Festival Internacinal de Dança do Recife, ao lado do coordenador geral do evento, Arnaldo Siqueira, da presidente da Fundação de Cultura da cidade, Luciana Félix, e da curadora do festival, a catarinense Sandra Meyer.


Foto: Val Lima
O FIDR, realizado pela Prefeitura do Recife, chega com uma programação diferenciada que reforça a política cultural de descentralização, buscando aproximar cada vez mais público e arte. "Buscamos um diálogo mais estreito entre público e os espetáculos do festival. Por isso, trabalhamos com o foco nos polos descentralizados de cultura. Quebramos com isso paradigmas, atigos conceitos de que o hip hop, por exemplo, não pudesse fazer parte dessa grande celebração", disse Renato L durante a abertura.


Pouco antes do evento, B. Boys e B. Girls se "desafiaram" ao som do hip hop, em frente ao Teatro, em movimentos que impressionaram o público. Giros e acrobacias hipnotizaram os convidados e em pouco tempo uma imensa roda se formou. Era apenas uma amostra do que estava por vir dentro do Santa Isabel.


No palco, a companhia francesa Malka, em parceria com a Arte e Rua, do Maranhão, na montagem Meia Lua, que abriu com chave de ouro a edição deste ano. Em cena, uma explosão de sons e movimentos que remetiam o público a questões cotidianas, mas vistas de uma forma diferente, mostrando que, assim como lua, a vida também tem fases. O público, que lotou o Teatro de Santa Isabel, aplaudiu de pé o casamento perfeito entre as técnicas de dança contemporânea e o hip hop. "Essa é a prova real de que a dança não tem fronteiras," disse Michel Montocchio, economista francês radicado no Recife há 35 anos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Galeria do FIDR. Baixe fotos em alta resolução



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