Na mesa estavam presentes o Secretário de Cultura do Recife, Renato L; o coordenador do XIV FIRD, Arnaldo Siqueira; o avaliador convidado, mestre e doutor em artes pela The Katherine Dunham School of Arts and Research e pela Unicamp, Eusébio Lobo; a curadora do XIV FIDR, Sandra Meyer e ainda Alexandre Macedo, gerente de Dança da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) e José Brito, coordenador de atividades especiais.
Foto: Val Lima
O processo começou com a leitura de uma detalhada análise feita por Euzébio Lobo, que destacou a diversidade e a qualidade das apresentações como pontos altos dos FIDR este ano. Também se declarou tocado com a comprovação de que a democratização e a descentralização do acesso a cultura ultrapassa o discurso político e materializa-se em ações para a população. “Ficou claro para mim que o Festival cumpriu seu papel essencial no que toca à estética, ao educativo, ao social e na promoção da cidadania. Isso eu pude ver na prática” – testemunhou o avaliador.
Outro ponto positivo destacado pelo avaliador foi a interação e a garantia de acesso à informação promovidas pelo blog www.dancarecife.blogspot.com . “Lá foi publicado tudo o que aconteceu no Festival. Qualquer informação necessária estava neste endereço. Sugiro que ele continue sendo alimentado durante o ano todo, como um instrumento de informação e até mesmo educativo”- disse Lobo
Sandra Meyer, curadora do evento, fez questão de frisar a emoção e a responsabilidade de selecionar o que o público vai assistir durante os dias de realização do FIDR: “Já participei do Festival como palestrante e até mesmo como avaliadora, mas fazer a curadoria acarreta uma ansiedade diferente. Antes de cada espetáculo senti o mesmo frio da barriga de quem vai entrar em cena.” – contou. Meyer explicou ainda que na seleção que fez, pensou em uma estratégia de percepção e de fruição que abarcasse a diversidade da dança contemporânea no Brasil, em Pernambuco e no mundo: “Mesmo dentro das suas diferenças, existem pontos de contato entre as obras. Acredito que isso pode ser percebido pelo público”.
Da platéia, onde estavam bailarinos, jornalistas, técnicos, estudantes e amantes da dança, vieram inúmeros testemunhos e agradecimentos de gente que participou do FIDR de várias maneiras. O rapper Tyger, foi um dos que fizeram questão de destacar a diversidade e a oportunidade de inclusão geradas pelos eventos do FIDR, que culminaram com encontros de B.Boys e B.Girls em eventos no Parque 13 de Maio, no Ibura e na abertura do FIDR, em frente ao Teatro de Santa Isabel.























